12 set

Colômbia é país destaque para exportação de calçados brasileiros

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O setor calçadista brasileiro apresenta um rumo promissor para a exportação. De acordo com o Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca) – cidade do estado de São Paulo onde se localiza um dos principais polos produtivos de calçado, juntamente com Novo Hamburgo, RS – houve uma alta de 16,83% nas exportações entre janeiro e junho do ano de 2017, passando de US$ 34.999.363 no ano anterior para US$ 40.888.777. O saldo comercial em relação às importações tem se mantido positivo apesar do arrefecimento que atinge a economia.

Dentre os países que mais consomem nossos calçados estão a Argentina, que corresponde a mais de 29% das compras, seguida da Bolívia e do Paraguai, segundo o site Trademap. Entretanto, os argentinos desejam mudar esse cenário e diminuir o ritmo de importações brasileiras. Simultaneamente, há uma grande oportunidade de inserção no mercado colombiano, que atualmente é o sexto maior importador de nossos calçados.

Recentemente o programa Brazilian Footwear, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX), recomendou a Colômbia como a aposta a ser feita dentro da América Latina, uma vez que o país tem promovido diversas feiras calçadistas e essas têm gerado ótimos retornos aos investimentos brasileiros. Ademais, a Colômbia concede tarifas preferenciais aos produtos brasileiros, devido ao Acordo de Complementação Econômica CAN-Mercosul, ACE 59, no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). A tarifa preferencial dos produtos brasileiros pode representar uma importante vantagem competitiva em relação às exportações de outros países.

Além do parceiro de Mercosul, Israel demonstra um forte potencial de vendas, uma vez que apresenta um crescimento de 51% nas buscas por sapatos brasileiros nos últimos 5 anos. “O exportador brasileiro terá oportunidade de encontrar parceiros estratégicos em Israel, que também poderão representar canais para identificar e explorar oportunidades de negócios em outros mercados, bem como de investimentos no Brasil” (FECOMERCIO, 2014).

Outro fato a ser ressaltado é que, como comentado pelo programa Brazilian Footwear, a questão de se fazer presente no comércio que ocorre no Oriente Médio é de alta importância, visto que Israel poderia torna-se um hub regional para, futuramente, atingir outros países na região. Esse dado é reiterado quando se tem em mente o fato de que Brasil e Israel possuem um acordo bilateral de livre-comércio, ponto positivo para internacionalizar os produtos brasileiros, além da alta dependência israelense do comércio internacional.

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